EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Cabul. Estado Islâmico reivindica explosão em restaurante que causou pelo menos sete mortos

Cabul. Estado Islâmico reivindica explosão em restaurante que causou pelo menos sete mortos

Uma explosão ocorrida esta segunda-feira num restaurante chinês de Cabul provocou pelo menos sete mortos, segundo as autoridades da capital afegã. O auto-proclamado Estado Islâmico veio entretanto reivindicar a autoria do ataque.

RTP /
Bais Yusufi - AFP

O autoproclamado Estado Islâmico no Afeganistão "inscreveu os cidadãos chineses na sua lista de alvos, especialmente à luz da escalada dos crimes cometidos pelo Governo chinês contra os muçulmanos uigures oprimidos", pode-se ler na declaração do grupo armado citada pela organização SITE Intelligence Group.

Para além dos sete mortos, várias pessoas tiveram de receber tratamento hospitalar, segundo a ONG italiana Emergency, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Entre os feridos estavam quatro mulheres e uma criança, disse o diretor nacional da organização no Afeganistão, Dejan Panic.

"Os feridos, alguns dos quais estão a ser avaliados para cirurgia, sofreram lacerações e contusões", acrescentou, segundo a agência Associted Press (AP).

O porta-voz do Ministério afegão do Interior, Abdul Mateen Qani, reconheceu momentos depois da explosão que havia vítimas, "tanto feridos como mortos".

A explosão ocorreu no bairro de Shahr-e-Naw, no centro de Cabul, onde se situam escritórios de empresas e hotéis frequentados por estrangeiros.

As forças de segurança isolaram a área para investigar a natureza da detonação. Alguns órgãos de comunicação afegãos noticiaram inicialmente que a explosão podia ter como alvo cidadãos chineses hospedados no edifício.

O incidente de hoje repete outros anteriores no mesmo distrito, incluindo um em dezembro de 2022, quando um grupo de homens armados assaltou o Hotel Longan, muito popular entre empresários chineses.

Esse ataque causou vários feridos e foi igualmente reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico-Khorasan (EI-K).

c/ Lusa

Tópicos
PUB